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Melhores lançamentos de 2011, segundo o colaborador Rodrigo Ribeiro Freitas


1. Foo Fighters - "Wasting Light"


O Foo Fighters é aquela banda que eu nunca dei muita atenção, pois sempre achei que seus álbuns possuiam bons momentos, mas algumas faixas eram açucaradas demais e eu perdia o interesse. Mas "Wasting Light" é tão sólido e possui músicas tão marcantes que é impossível não viciar-se nesse trabalho logo na primeira audição. O melhor trabalho da banda. Quer conhecer? Ouça "Dear Rosemary".

2. Black Country Communion - "2"


O Black Country Communion tinha tudo pra dar errado (quem acompanhou os fatos que antecederam o lançamento do primeiro trabalho sabe do que estou falando). Mesmo assim lançou seu excelente disco de estreia, e pouco tempo depois, "2" surpreende trazendo uma banda ainda mais afiada e coesa, com composições primorosas e Glenn Hughes a todo vapor! Quer conhecer? Ouça "The Outsider".

3. Uriah Heep - "Into the Wild"




Após o formidável "Wake the Sleeper", os incansáveis ingleses nos brindaram com mais um trabalho primoroso: "Into the Wild". É mais uma prova para os detratores de Bernie Shaw que a banda continua fazendo excelentes discos e trabalhando com paixão. Quer conhecer? Ouça "I'm Ready".

4. Krisiun - "The Great Execution"




Desde "Works of Carnage", de 2003, o Krisiun vem evoluindo a olhos vistos, saindo da mesmice em que seus trabalhos costumavam cair. Mas eu não esperava um trabalho tão maduro quanto "The Great Execution". Aqui fica claro que a banda atingiu seu ápice criativo, e superar esse trabalho não será tarefa das mais fáceis. Quer conhecer? Ouça "Extinção em Massa", que conta com participação especial de João Gordo.

5. Outloud - "Love Castatrophe"




Quando lançaram "We'll Rock You Back To Hell And Back Again" já tinha virado fã da banda, mas não esperava muito do novo trabalho, tanto que o descobri por acaso. "Love Castastrophe" é aquele disco de hard rock pra ouvir de maneira descompromissada e curtir. É Diversão garantida. Quer conhecer? Ouça "Live Again".

6. Matanza - "Odiosa Natureza Humana"




O novo trabalho dos cariocas não me pegou na primeira audição, mas persisti e acabei viciado nele! Nesse disco, alguns elementos presentes nos primeiros álbuns estão de volta e as letras estão mais mal humoradas do que nunca. Quer conhecer? Ouça "Amigo Nenhum".

7. R.U.S.T. - "Forged In The Fire of Metal"




E quem não adora os clichês do heavy metal? Em seu trabalho de estreia, os chipreanos do R.U.S.T. os usa com muita competência em paixão, lançando um dos melhores trabalhos de heavy metal de 2011, pena que pouca gente ouvirá. Quer conhecer? Ouça "Queen of the Amazons".

8.  Symphony X - "Iconoclast"



Eu nunca dei bola pra prog metal, mas como eu digo o Symphony X faz prog metal de macho e Iconoclast é testosterona pra todo lado. Performances raivosas de Russel Allen e as guitarras mortíferas de Michael Angelo garantem esse disco com um dos destaques de 2011. E ainda tiveram a coragem de lançar um trabalho duplo em meio à crise fonográfica. Quer conhecer? Ouça "Dehumanized".

9. Mastodon - The Hunter


Aqui é um caso de quando uma banda muda pra se tornar acessível e funciona. Não sei o que a banda achará desse trabalho daqui a alguns anos, mas me surpreendeu. Não tiveram medo de simplificar suas músicas, e o resultado é excelente! Quer conhecer? Ouça "Curl of the Burl".

10. Bywar - "Abduction"


Que paulada, meu amigo! O Bywar lançou seu melhor trabalho em 2011. Finalmente, atingiram a maturidade musical, e os resultados são claros. Musicalidade refinada dentro do thrash metal e uma gravação perfeita. Quer conhecer? Ouça "Poltergeist Time".


Resenha: Uriah Heep - Into the Wild (2011)


        O Uriah Heep viveu nos anos 1970 seus dias de glória. Lançou clássico atrás de clássico durante um período de quase dez anos e contou com dois dos melhores vocalistas da história: David Byron e John Lawton. De lá pra cá, a banda passou por muitos altos e baixos, mas desde o lançamento do elogiado "Wake the Sleeper" em 2008, as coisas começaram a melhorar para banda de Mick Box. "Into the Wild", vigésimo terceiro trabalho do grupo, confirma essa boa fase e trás um som menos pesado do que o trabalho supracitado e mais calcado nas raízes setentistas do quintento inglês. Novamente produzido por Mike Paxman, a gravação soa dinâmica e cristalina, sem os exageros da tecnologia atual. Mesmo sendo uma volta ao passado da banda, o disco possui temas pesados como "Into the Wild", que é uma verdadeira paulada!. Há também sons com uma roupagem puramente rock'n'roll como na faixa de abertura "Nail on the Head" e "Money Talk", os órfãos de Ken Hensley encontram refúgio nas belas "Trail of Diamonds" (com uma performance vocal sublime de Bernie Shaw) e "Kiss of Freedom", que começa calma e nos brinda com um final apoteótico. O baixista Trevor Bolder mostra sua boa voz em "Lost", faixa que está entre os destaques do trabalho. Na minha opinião, a melhor faixa de "Into the Wild" é justamente a faixa bônus, "Hard Way To Learn", que só saiu na versão japonesa do disco. Canção com uma atmosfera densa, melancólica, onde Bernie Shaw nos mostra mais uma vez que é a voz do Uriah Heep, as viúvas de David Byron que me perdoem. Mas nem tudo é lindo nesse trabalho, há também faixas que ficaram aquém da capacidade musical da banda como "Believe" e seu refrão totalmente infantil e "T-Bird Angel", faixa açucarada demais.
        Como fã da fase atual da banda, digo que ainda prefiro "Wake the Sleeper", mas "Into the Wild" cumpre seu papel com estilo e está com certeza na minha lista de discos prediletos do Heep, ao lado de Salisbury, Firefly e WTS.


Faixas:
"Nail on the Head" - 4:15
"I Can See You" - 4:13
"Into the Wild" - 4:20
"Money Talk" - 4:44
"I'm Ready" - 4:14
"Trail of Diamonds" - 6:28
"Southern Star" - 4:26
"Believe" - 5:09
"Lost" - 4:51
"T-bird Angel" - 4:01
"Kiss of Freedom" - 6:13
"Hard Way To Learn" (Bônus track da edição japonesa)


Formação:
Mick Box – Guitarra, Vocais
Trevor Bolder – Baixo, Vocais
Bernie Shaw – Voz
Phil Lanzon – Keyboards, Vocais
Russell Gilbrook – Bateria, Vocais


 
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