Necropsya disponibiliza single para download

Necropsya
Créditos: Andre Smirnoff
O Necropsya, Thrash Metal, acaba de lançar um novo single para download gratuito. A música se chama 'Isolation'.

O novo trabalho foi gravado no Click Estúdio de Curitiba, e teve a produção da própria banda, que comenta "Durante a composição das novas músicas, fechamos a pré-produção com este estúdio que já trabalhou com principais artistas do Brasil, então, mesmo tocando Metal, sabíamos que o resultado ficaria bacana! Aí, foi só acertar a pegada."

Para baixar o single gratuitamente, clique no link: http://migre.me/adNdq

Fonte: Metal Media

Tem Que Ouvir: Redtie

Muita gente que dizia que não há bandas boas atualmente, e que dificilmente sairia algo realmente bom este ano, muito menos nacional, está pagando a língua. Lançado em 2012, o disco "Since 1893", da banda curitibana Redtie, é uma prova disso. Disponível para download no site oficial da banda, o disco possui catorze faixas agressivas, rápidas e que abordam, inúmeros temas, sendo alguns de cunho histórico, sobretudo brasileiro, e outros sobre política, cinema, literatura e violência. Uma boa pedida para os fãs de Death/Thrash Metal.

Confira a música 'Ultraviolence'

Minha história com Celso Blues Boy e o disco Indiana Blues

   É estranho como alguns fatos se conectam aos outros. Hoje pela manhã estava ouvindo o disco Indiana Blues, do Celso Blues Boy - fazia alguns meses que não o ouvia e, poucas horas depois, recebo a notícia de seu falecimento. Não sou o tipo de pessoa que lamenta sobre a morte, mas o que aconteceu hoje me fez pensar na influência que o trabalho citado acima exerceu na minha vida.
Capa do Indiana Blues - 25 anos
   Meu pai sempre gostou de rock n' roll e foi através dele que tive os primeiros contatos com esse mundo, e mesmo quando ele e minha mãe se divorciaram, continuou tendo importante influência sobre meus gostos musicais, mesmo que alguns deles só tenham aflorado mais tarde.
   Indiana Blues - 25 anos, foi me apresentado pela minha irmã, Denise, em 1997, mas minha memória relaciona esse álbum com meu pai de uma maneira muito forte. Lembro-me de quando ficavamos nós dois ouvindo esse disco enquanto ele cuidava da churrasqueira e brincávamos com o saudoso Angus, nosso cachorro boxer. Indiana Blues também foi a trilha de uma viagem para Santa Catarina que meu pai não deve ter boas memórias, assim como quando fomos à Jandaia do Sul com minha irmã. Eram "tempos difíceis", no que diz respeito à minha personalidade e a da Denise.
Meu pai (Nelson), Denise e eu em 2010
   Pouco tempo depois, no auge da rebeldia adolescente, acabei deixando esse album de lado, e só voltei a ouvi-lo a uns 5 anos atrás, e posso afirmar que é o melhor disco de blues já produzido no Brasil. Independente das memórias afetivas que tenho, "Mississipi" (com participação do mestre B.B. King), "Liberdade", "Apenas Outro Blues" e tantas outras, mereciam ser clássicos eternos da nossa música popular. Indiana Blues é repleto de interpretações fortes, carregadas a cabo por Celso, que dá a dose necessária de sentimento que sua música necessita.
   Saber que Celso se foi tão cedo e sem ter o devido reconhecimento é muito triste, mas não acho que ele tenha partido com alguma mágoa, pois ele sempre viveu o Blues, e quem se dedica a esse estilo não busca o estrelato, e sim uma forma de expressar suas angústias. Mas falando por mim, fui pego pelo Indiana Blues duas vezes, de formas diferentes.

Bandas e suas formações instáveis: Black Sabbath - Parte 1

Após eras sem postar, dou continuidade à série "Bandas e suas formações instáveis", tratando da principal e, talvez, mais influente banda de Heavy Metal do mundo, sendo considerada a pioneira do estilo, Black Sabbath! Pra quem não conferiu os outros dois textos, seguem os links:
Segue também o link do texto do colaborador Rodrigo Ribeiro Freitas: 
Geezer Butler, Bill Ward, Ozzy Osbourne e Tony Iommi
Formada em Birmingham, Inglaterra, em 1968, pelos tios Ozzy, Iommi, Geezer e Bill Ward, o Black Sabbath, que com uma bruxa misteriosa na capa, o crucifixo invertido na contracapa, canções sobre temas "obscuros" e "satanistas" e com o peso da guitarra de Iommi aliado às linhas de baixo de Geezer, à batera de Ward e à voz de Ozzy, lança, em 1970, seu primeiro disco, homônimo. Este trabalho chegou ao top 10 das paradas britânicas, permaneceu por três meses e valeu à banda fãs fervorosos, inclusive no outro lado do Atlântico.
Depois disso, veio o clássico "Paranoid", considerado por muitos como primeiro de Heavy Metal da história, esse foi o primeiro disco de platina da banda e proporcionou a primeira tour nos EUA. Aí veio, ainda com a formação original, "Master of Reality"(1971), "Vol. 4"(1972), "Sabbath Bloody Sabbath"(1973) (Na minha humilde opinião, com uma pegada bem Hard Rock), “Sabotage”(1974) e o "Technical Ecstasy"(1976).

Todavia, em 1972, ano de lançamento do "Vol. 4", o quarteto já estava cansado das tours e viagens constantes, sem contar que o consumo de drogas e bebidas era cada vez maior. O cansaço fez os quatro ficarem em casa no ano de 1973. Aproveitaram para lançar um disco com uma pegada mais Hard Rock, o "Sabbath Bloody Sabbath". 
Bill, Ozzy, Iommi e Butler
Em 1974, a estafa batendo forte, a falta de paciência e o consumo excessivo de drogas e álcool motivavam constantes brigas entre os caras. Antes do lançamento de "Sabotage", haviam rumores que os integrantes lançariam discos solo para acalmar os ânimos. Lançado o disco, durante a turnê de divulgação, feita nos EUA, a banda notou que algumas das faixas se tornavam complicadas demais para serem reproduzidas ao vivo. Acrescente agora uma pitada de insatisfação de Osbourne com os acontecimentos recentes da banda (Ele reclamava do tempo gasto em estúdio, pois o primeiro álbum foi gravado com apenas 600 libras e em três dias, e "Sabotage" levou um ano de produção), só poderia resultar na clássica guerra de egos e divergências nas opiniões. Com o "Technical Ecstasy", apesar de ter alcançado disco de platina, as brigas só pioravam e tio Ozzy deixava claro sua insatisfação com o direcionamento musical ditado pelo tio Iommi.

Finalmente, em 1977, Ozzy Osbourne, por motivos pessoais (Será?), deixou a banda, dando lugar para Dave Walker, do grupo Fleetwood Mac. No entanto, essa nova formação só fez uma apresentação ao vivo, em um programa de TV e gravou "Junior's Eyes", pois Walker permaneceu de outubro de 1977 a janeiro de 1978, porque o grupo não queria outra pessoa a não ser Ozzy no posto de vocalista.
Black Sabbath com Dave Walker

Pois bem, com Osbourne de volta, no ano de 1978, lançam o oitavo disco de estúdio, o "Never Say Die", a capa é horrível, na opinião deste que vos escreve. "Never Say Die" captura toda a força da formação original, apesar de contratempos (Flertes com jazz, experimentalismos desnecessários e a falta de pegada frustrarem Ozzy novamente). Mas ele deu uma segunda chance e gravou o disco inteiro, mais porque a banda completava dez anos de estrada e a tour seria comemorativa do que por qualquer outro motivo (Ou seja, por grana mesmo). A turnê foi feita ao lado do Van Halen, que estava começando, isso foi crucial para a saída do Ozzy, pois o público enlouquecia com a performance do Van Halen e ia embora durante a apresentação do Sabbath.

Membros do Black Sabbath, Van Halen e Thin Lizzy
Em 1979, Ozzy Osbourne deixa a banda de vez e foi substituído por Ronnie James Dio (Sim, DIO!), um estadunidense que foi vocalista do grupo Elf (Blues de primeira, hem!) e da banda Rainbow, de Ritchie Blackmore. "Heaven and Hell" (Um dos mais memoráveis da banda, se não o mais memorável), lançado em 1980, foi o primeiro álbum com Dio. Algumas curiosidades sobre o disco é que Ozzy chegou a gravar algumas demos e que, apesar de Geezer ter gravado o disco, quem compôs as linhas de baixo foi Geoff Nicholls, ex-tecladista e guitarrista do World of Ozz e do Quartz. Este entrou para a banda para tocar baixo, já que Geezer também havia se desligado do grupo, voltando em pouco tempo, e Geoff ficou no teclado.

Geoff Nicholls
Mas nem tudo são flores, durante a turnê do disco, Bill Ward se desliga do grupo, alegando problemas pessoais, só que o baterista bebia demais e mal se mantinha em pé. Sabemos também que Bill Ward sempre se sentiu mal com a saída de Ozzy, segundo entrevistas, ele foi "coagido" por Iommi a dar a notícia da demissão do ex-vocalista, ficando conhecido como o "vilão" na história.

No ano seguinte, Sabbath lança o disco "Mob Rules", com ninguém menos que Vinnie Appice na batera, trazendo vários fãs de volta. Só que atritos entre Dio e a dupla Iommi e Butler cresciam cada vez mais. Os dois remanescentes da formação original suspeitavam que o vocalista estava usando o Sabbath para promover sua carreira solo, até o apelidaram de "Pequeno Hitler". Em 1982, lançaram um álbum ao vivo, "Live Evil", contendo os principais sucessos da banda de todos os álbuns na voz do Dio (para alfinetar Ozzy). Logo após a gravação, Dio e Vinnie sairam da banda, deixando Iommi, Butler e Geoff sem saberem o que fazer. Segundo os rumores, Dio "sabotou" a mixagem do álbum para destacar a sua voz no som da gravação.
Tony Iommi, Vinnie Appice, Dio, Geezer Butler
O disco "Born Again" foi lançando no ano de 1983, com Ian Gillan, ex-Deep Purple, nos vocais e Bill Ward de volta na bateria. Durante a tour, Bev Bevan, da banda ELO, substituiu Ward (Há quem diga que Bev gravou a bateria do disco, apesar de ser creditado a Ward). Depois da turnê, Bevan e Ian Gillan deixam a banda. Bill Ward voltou e o grupo experimentou um novo vocalista, Dave Donato. Esta formação nunca gravou e Dave Donato foi demitido da banda após uma entrevista em que o cara achava que tudo girava em torno de seu umbigo. Tentaram novamente manter a banda com o vocalista Ron Keel. Até que a saída de Geezer Butler culminou com o fim da banda.
Geezer Butler, Ian Gillan, Bill Ward e Tony Iommi

Na próxima segunda tem a segunda parte do texto! Aguarde!

Fontes: Consultoria do Rock
Whiplash.Net Rock e Heavy Metal

A Popularização do Rock'N Roll no Brasil nos anos 80




Nora Ney foi a primeira cantora a gravar uma música de rock no Brasil. Em 1955 ela gravou a famosa música de Bill Haley, “Rock Around the Clock”. Em dezembro do mesmo ano, a canção ganhou sua versão em português, “Ronda das Horas” por Heleninha Ferreira. Assim o rock no Brasil começou tímido e só passou a ganhar identidade quando Os Mutantes e outras bandas dos anos 60 começaram a fazer o rock ‘n roll com uma cara realmente brasileira.

Mas foi somente com o fim da ditadura militar que o rock brasileiro deu as caras na mídia de verdade e tornou-se fenomeno musical de muitos jovens no país. Dos anos 80 podemos citar várias bandas que ainda estão na ativa, as já esquecidas e aquelas que ficam na memória: Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Replicantes, Titãs, Ultraje a Rigor, Coléra, Legião Urbana, Lobão e os Ronaldos, Engenheiros do Hawai, Capital Inicial, RPM, Blitz, enfim, são várias que você pode adorar e até odiar.

Titãs no Rock 'n Rio 1985
Lógico que antes dos anos 80 muito rock ‘n roll já rolava no Brasil. Mas foi nesta época que ele se tornou popular e muitas músicas se tornaram clássicas. Com influencia de vários gêneros, passando do pop ao punk, as músicas eram carregadas de irônias com temáticas políticas, cotidianas ou de sentimento. Algumas viraram até moda, quem nunca esteve em uma rodinha de violão e alguém resolve tocar Faroeste Caboclo inteira? A música, hino das rodinhas, foi composta em 79 por Renato Russo, mas foi lançada oficialmente em 87 no ábum “Que País é Este” do Legião Urbana.


Para relembrar mais um pouco dessa época, vamos a algumas curiosidades do rock anos 80:

  • Em 1982, saiu o primeiro álbum da Blitz, As aventuras da Blitz com o hit “Você não soube me amar”. Foram 100 mil cópias vendidas.
  • No mesmo ano, rolou o primeiro festival de punk de São Paulo, com Inocentes, Cólera, Ratos de Porão entre outros. 
  • Em 1983, Camisa de Vênus lança seu primeiro disco homonimo.  E foi esta mesma banda que lançou em 1987 o primeiro disco duplo de rock brasileiro dos anos 80: O álbum Duplo Sentido. Mas um dia após o lançamento, a banda anunciou seu fim. Eles voltam anos depois.
  • Em 1985, acontece o primeiro Rock ‘n Rio. No festival sobem ao palco bandas como Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Blitz, Kid Abelha Lulu Santos e Eduardo Dusek.
  • Em 1987, o Cólera se torna a primeira banda da época a fazer uma excursão pela Europa. A turnê deles contava com 56 shows pelo velho continente.
  • Em 1988, Legião Urbana se apresenta para 50.000 pessoas em Brasília. O show termina rápido por causa de um tumulto. 400 pessoas foram atendidas por médicos, 60 ônibus depredados. O vídeo abaixo mostra uma reportagem, que pela época eu acho até cômica a forma como o repórter fala da situação.




Ainda há muitas curiosidades sobre esta época, mas aguardem, este assunto ainda vai render muitos posts.

Fonte de pesquisa: revista MTV /Edição 18

 
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